BEM-VINDOS AO BLOG!

Atualmente, sou... digamos... aprendiz de vegetariana. Pensar que, para satisfazer minha gula, tenho de ser conivente com o sacrifício de animais, fez-me, aos poucos, desistir de comê-los. Entretanto, não pratico o vegetarianismo "vegan", que descarta todo e qualquer alimento de procedência animal. Eu continuo ingerindo ovos e laticínios prazerosamente e sem culpa.
Às vezes, ainda tropeço e caio de boca numa torta de atum, numa tainha assada recheada com farofa ou num strogonoff de frango... Mas é raro...
Assim, quem pretende encontrar neste blog uma boa receita de rosbife, leitão à pururuca, carré de cordeiro, vaca atolada, escondidinho de carne-seca etc., perdoe-me, mas será uma busca infrutífera! Fora isso, sejam todos bem-vindos!







quinta-feira, 19 de julho de 2012

ORA, AZEITE!

ERA UMA VEZ... um azeite cheio de fama e tradição, conhecido por sua qualidade capaz de agradar aos paladares mais refinados.
Um dia, esse azeite, para fazer jus à demanda da modernidade, e conquistar uma fatia de mercado mais abrangente, resolveu popularizar-se.
O  problema é que, para isso, adotou a mesma estratégia da Educação, com seu tão propalado programa de democratização do ensino (fui professora, sei do que estou falando!): quantidade em detrimento da qualidade.
Tal como a Educação, aumentaram-se escancaradamente os limites da clientela: AZEITE PARA TODOS - e a qualidade, lá no pé!
Azeite e água não se misturam. Mas, por um misterioso processo alquímico, esse azeite quase transmutou-se em água, pois passou a ser insípido, insosso e inodoro. Não incolor, ainda restou-lhe um amarelinho...
Adoro azeite. E hoje está difícil de encontrar um que preste. Cada vez que vou a um empório ( pois no supermercado, geralmente, só há "democráticos" e, pior, "batizados" com óleo de soja - como se todo mundo fosse trouxa), faço um "tour" pela Europa, indo desde Portugal e Espanha até Itália  e Grécia, em busca do meu querido azeite.
Deixando de lado a Gastronomia e incursionando pela Filosofia, vista sob esse prisma, a chamada inclusão social é, na verdade, um mito. Um ardil político-econômico que mascara a (in)diferença.  Porque ser democrático é assegurar a todos o acesso  real aos bens materiais e morais. Não é ligar o ventilador  da ganância e da demagogia e disseminar lixo a granel por nossa goela abaixo.
Enquanto não houver a verdadeira transformação das mentes que governam nações e impérios econômicos, continuaremos a vivenciar isto: diploma para quem não sabe nada, e azeite que não sabe a nada!

Obs.: A imagem do post deve ser creditada ao site Graphics Fairy:
http://www.graphicsfairy.blogspot.com.br/

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